quarta-feira, 25 de agosto de 2010

My slowly death - Parte I

Nunca me interessei pela vida do mesmo jeito que pela morte, para mim, a morte tem um certo mistério, que por vezes seja até a ser poético, talvez porque quem sabe como é nunca tenha voltado para contar, por isso resolvi ir de Morte na festa.


Diferente desse povo que compra mascaras de esqueletos e semelhantes, eu sei fazer maquiagem, ela estava perfeita, o único problema era que eu assustei varias pessoas enquanto ia para a festa.

Quando estava voltando, um policial me achou com cara de suspeito e mandou eu parar, mas eu num tava nem um pouco afim de explicar a historia toda da festa a fantasia, por isso acelerei o carro. Foi a pior coisa que eu fiz, quando o policial viu que eu acelerei, atirou em mim e a ultima coisa que ouvi foi o som do disparo......

Diferentemente do que eu pensava sobre a morte, e provavelmente muitos outros, você não acaba em um espaço preto e tem que caminhar até a luz no fim do túnel e tals. No meu caso, eu estava no meio do oceano,eu não sentia a temperatura da água, foi isso que fez eu perceber que estava morto, além do fato de um polvo negro estar vindo na minha direção.

Ele chegou perto e eu percebi que não era um polvo, era a Morte em pessoa, eu não fiquei apavorado, pra falar a verdade eu fiquei encantado, a Morte estava falando comigo.

-Você quis tanto saber como é estar desse lado que não aproveitou sua vida.

-Mas eu aproveitei do meu jeito.

-Se você quer dizer que aproveitar a vida seja o mesmo que sempre querer saber como é a morte parabéns, você conseguiu o que queria. Mas isso foi errado, por isso, eu te condeno a passar mais um dia na Terra, faça o que você tiver que fazer, seu corpo será encontrado amanhã pela policia, e quando eles encontrarem, você nunca mais vai voltar.

Eu não sabia o que falar, eu veria minha família sofrendo, e teria um dia de alma penada pela frente até poder descansar em paz.

- Só existe uma condição: ninguém pode saber que você ainda está no mundo dos vivos

 
Continua....

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